sábado, 31 de dezembro de 2011

2011 foi o ano em que...

...estive mais falida;
...o meu hóme me deu bola;
...aprendi a fazer referências bibliográficas bem feitinhas;
...descontei, pela primeira vez, para a Segurança Social;
...acabei a licenciatura;
...vários amigos me fizeram uma bela surpresa à meia noite do meu aniversário;
...trabalhei, pela primeira vez, na minha área de formação;
...entrei para o meu primeiro estágio;
...deixei de constar do agregado familiar lá de casa, nos papéis;
...passei o meu primeiro recibo verde;
...constatei que é possível manter os amigos da faculdade, depois de deixá-la.

Foi, claramente, um ano de transição e de pensar constantemente "estou a ficar crescida, bolas!". Mas foi bom e o balanço é positivo.

E o vosso 2011?

'stracci

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

(Quase) Dez anos de euro

Cruzei-me com este artigo da Visão e, mesmo sem lê-lo (confesso que ainda só li o título), lembrei-me de uma mão cheia de exemplos.

Quando o euro chegou a Portugal, era eu uma menina de 11 anos, fato de treino e a frequentar o 6.º ano, no Ciclo. Lembro-me do entusiasmo que tomou conta de mim e dos meus irmãos, da azáfama de trocar e destrocar moedas, de aprender como é que a grande novidade funcionava; lembro de, umas semanas mais tarde, já ser ridículo ainda termos senhas para o bar em escudos, essa moeda so last season.

Recuando um pouco, antes do euro, a minha semanada era de quinhentos escudos. Atenção, que quinhentos escudos já dava direito a nota! Ora, uma semanada de quinhentos escudos dava para nada mais nada menos do que almoçar todos os dias na cantina da escola e lanchar pelo menos uma vez por dia no bar. Na altura, ainda não fazia mal comer bolos e o facto de custarem cinquenta escudos tornava-os a escolha óbvia, na maioria das vezes.

Continuando, ainda, a recuar, lembro-me de comer Ovos Kinder em «dias de festa», porque esta guloseima já custava um bocadinho mais do que os chupa-chupas picantes ou as pastilhas e, sendo nós três crianças, significava gastar perto de trezentos escudos. Tudo quanto era chocolate já era, para mim, considerado caro, porque andava à volta dos cem escudos, se bem me recordo.

Em tempos de Verão, ocasionalmente, lá se cravavam uns gelados. Nunca fui de escolher os maiores e mais caros, mas lembro-me da loucura que era um Magnum custar perto de duzentos escudos! Eu cá comia antes o Feast ou o Perna de Pau, que eram mais modestos e me sabiam bem na mesma.

Agora, olhando para trás e, logo de seguida, para a frente, vejo um Ovo Kinder custar um euro, um Snickers idem idem aspas aspas e um Magnum custar um euro e meio ou mais! Ali pelo meio do «para a frente e para trás», recordo, ainda, a minha última semanada, de doze euros, no 12.º ano.

Ora, fazendo contas, mantive-me uma menina poupada ao longo dos anos e, ainda assim, a minha semanada, em seis anos, quase quintuplicou. Hoje em dia, consola-me saber que, se ainda tivesse a minha velha nota de quinhentos escudos, sempre podia ser rebelde e gastá-la num Magnum, num Ovo Kinder e num Snickers, desde que fosse almoçar a casa todos os dias!

'stracci

domingo, 18 de dezembro de 2011

xmas wishlist

Dear Santa (or should I say boyfriend?),
I really wanted a car (sim, Joana, essa também é sempre a minha resposta) but I know we're in a crisis so I decided to go with a low cost wishlist. You can ignore the brands or the colors, you can even choose only one item from my list. Yes, I've been a good girl, don't worry about that.
I'll be waiting for you to come to thank you in person. Have a good week!
E o tempo que eu demorei a encontrar alguma coisa?! Foi preciso espremer o cérebro e a net! Para o ano, sempre que precisar/quiser alguma coisa não compro e, em vez disso, escrevo num papel e guardo para o Natal.
'stracci

sábado, 17 de dezembro de 2011

dilema invertido (com pedido de ajuda)

Estou tão desligada do Natal, tão vazia do famoso "espírito" natalício, que, ao invés de não saber o que oferecer, não faço ideia do que quero receber. Nisto, é suposto que faça uma wishlist ASAP e não me ocorre nadica de nada.

Não sei se é velhice, se é ter-mais-que-fazer, mas o Natal, para mim, significa comer um belíssimo polvo à lagareiro (que já exigi com a devida antecedência) e partilhar o calor da lareira da minha prima com parte da família.

Agora digam-me lá: que presentes é que se pode oferecer a uma miúda de 21 anos, que tenham um preço razoável e, pelo menos, alguma utilidade?

'stracci

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

hello again

Decidi visitar o blogue, ignorando a vergonha que tenho por ter desistido dele, só porque estava num trabalho de merda e a vida não me corria de feição. Na altura, havia três opções: escrever sobre algo que não sentia; escrever textos deprimentes, cujo tema seria sempre em torno da frustração; não escrever, de todo.

Pois, acabei por escolher a terceira opção e, aos poucos, fui-me desligando deste espaço que me acolheu a mim e ao que para aqui vai dentro, durante tanto tempo. Nunca fui de desistir, mas é tão fácil fazê-lo quando, na nossa vida, não há nada que nos prenda...!

Cheguei aqui, agora, e dei por mim a reler o último post e a pensar: "Credo! Eu estava assim tão desanimada e em tão pouco tempo?" Bem, ao que parece, estava. Contudo, parece-me ridículo agora. Não porque a minha vida deu uma volta de 180º, mas porque encontrei coragem para começar a dar a tal volta, grau a grau.

Meu deus! Nem me reconheci naquelas palavras! E as saudades que tive disto?!

'stracci