segunda-feira, 7 de maio de 2012

escrevam o que vos digo

Se eu alguma vez adoecer para valer, há-de ser um problema relacionado com o meu sistema nervoso. 
Afinal, depressões, ataques de pânico, problemas de ansiedade e outros que tais parecem ser as epidemias dos tempos modernos.

domingo, 6 de maio de 2012

Sobre a Televisão (não por Pierre Bordieu, mas por mim que também quero falar sobre ela)

Quando assisto a algo nos canais generalistas portugueses (o que, felizmente, não acontece muitas vezes), não consigo evitar sentir uma espécie de preocupação/amargura quando penso que esta televisão que temos, ainda hoje em dia, é construtora das verdades que muita gente assume como únicas e fidedignas, é educadora de crianças e de adultos e é um reflexo distorcido e retorcido de uma sociedade confusa, cuja última necessidade é ser ainda mais confundida.

(Claro que há excepções, mas não suficientes para se tornarem regra.)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

getting real

Entre o conforto de saber que temos sempre alguém para nos aparar e a necessidade de que isso aconteça realmente, existe uma distância que, às vezes, é quase insuportável ter de percorrer. Custa admitir - e ainda mais aceitar - que se tem fraquezas e que se precisa de ajuda; custa ter a noção de que não se é auto-suficiente.

Temos tendência para pensar que temos tudo sob controlo, que sabemos exactamente o que queremos e o que temos e vamos fazer de seguida. Afinal, espera-se que sejamos adultos e maduros, que assentemos bem os pés na terra, que deixemos de cometer erros de principiante e de ter caprichos  infantis.

Depois dá-se o "baque", cai-se na realidade e não se gosta do que vê e se sente; depois desfazem-se todas as premissas de uma só vez e tem-se noção da nossa pequenez. Daí para a frente, é aprender a conviver com isso e tentar fazer melhor da próxima vez, ou tentar, simplesmente, fazer.

É incrível o quanto nos podemos surpreender a nós próprios. Para o bem e para o mal.

'stracci




quarta-feira, 2 de maio de 2012

note to self

Tenho saudades de escrever aqui. Às vezes escrevo textos mentais, antes de adormecer, e quase me levanto para vir escrevê-los. A verdade é que acabo por não fazê-lo, na grande maioria das vezes, e no dia seguinte acho que o que queria dizer já não faz sentido.

Há quatro anos que tenho este blogue. Pelo caminho, mais um ou dois ou três de curta duração, criados para evitar "poluir" aquilo que eu tinha definido como conceito para este (fosse lá isso o que fosse). Acabo, invariavelmente, por voltar ao meu "de sempre", mas faço-o de pé atrás, por quase já me sentir "velha demais" para escrever aqui.

Mas agora, que reflicto sobre isto, penso no estúpido que é querer manter algo imutável, se esse algo é um reflexo meu e eu própria estou em constante mudança. Não me lembro bem do porquê de ter criado este blogue, mas de certeza que foi por querer partilhar algo. Se não fosse, tenho muitos cadernos que poderiam servir o meu propósito. Portanto, que sentido faz deixar de escrever o que me ocorre, só porque não se coaduna com um histórico?

Olá! Acho que estou de volta.

'stracci

sábado, 10 de março de 2012

shhh

Não percebo como é que há pessoas que não conseguem entender o valor inestimável do silêncio. A sério! Não é obrigatório estar sempre a falar, é permitido não haver ruído e é recomendável usufruir, de quando em vez, de um belíssimo momento de silêncio.

E isto sai da boca (ou dos dedos) de alguém que fala pelos cotovelos.

'stracci

sexta-feira, 9 de março de 2012

agora que penso nisso

Às vezes até eu própria duvido da minha geração.

'stracci

segunda-feira, 5 de março de 2012

aí é que a porca torce o rabo!

É fácil mudar o estilo de roupa, o corte de cabelo, até o clube por quem se torce. É fácil mudar de café do costume, de marca de cereais, ou de cor de verniz.

Isso é fácil. Agora experimentem mudar mentalidades...

'stracci

sábado, 3 de março de 2012

that's it

3 meses. Intensos. Antagónicos. Finitos.

'stracci

sábado, 25 de fevereiro de 2012

hmmm...

Já cheira a cores, a esplanadas, a andar na rua, a brisa nos cabelos, a recomeço, a vida. Cheira bem, cheira a café e a imperial, a casaquinhos de malha, a sol, a corridas ao final do dia (...).

Já cheira a Primavera e ainda estamos em pleno Fevereiro!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

vai pereré

Estou tão desligada de tudo, que ontem, durante o dia, sempre que via alguém mascarado, pensava algo como "Olha-me práquele anormal!" ou "Mas quéque sepassa que hoje anda tudo maluco?!". E, mesmo depois de constatar que tal se devia à época carnavalesca, voltava sempre a ocorrer-me uma das opções anteriores, quando via outro espécime qualquer, em preparos semelhantes.

Só fiquei com uma dúvida. Vi uma senhora com um vestido de noiva por cima da roupa, mas ela é mesmo maluquinha e, normalmente, anda com uns outfits duvidosos. Agora não sei se ela também andava a jogar ao Carnaval (o que eu adoro esta expressão!) ou não...

'stracci

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

dos saldos

Qualquer coisa como isto, mas sem o estilo dos sacos de papel coloridos.

Acreditando piamente na minha força de vontade e capacidade para resistir a entregar-me, novamente, à demanda das lojas (não é fácil, trabalhando mesmo ao pé do Colombo), devo dizer que estes saldos me correram muito bem.

Dividi a coisa em duas fases, para a desgraça não ser tão grande, e acabei por conseguir comprar o que precisava mesmo, logo no início, e vários outros itens classificados com "Eu tenho de ter isto!" e com preços que gritavam "Tu tens de comprar isto!".

Conclusão: investimento baixo e uma série de coisas que ainda não usei, porque, tal como falei no último post, foram alocadas para a quando-acabar-o-estágio list.

Aiii mal posso esperar!

'stracci

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

delay

Já coloquei tantos itens na lista "Quando acabar o estágio", que vou precisar para aí de dez anos de férias para tratar de tudo.

É que começa-se com coisas lógicas como ir ao médico (porque não tenho médico aqui em Lisboa) e depois vai-se adicionando coisas e mais coisas, até que se entra no ridículo de agendar "aspirar o chão do quarto" para daqui a quase um mês.

Mais uma vez, oiço aquela gravação do your life is on hold, e só me apetece desligar a chamada!

'stracci

sábado, 11 de fevereiro de 2012

oh it's so cold outside


É incrível como, ao estar em casa dos papás, percebo o quão desconfortável e inapropriada a minha casa de "durante a semana" é para o Inverno.

Falta-me não só o calor da fogueira, mas também o calor de uma casa cheia, barulhenta, caótica, por vezes. Mas minha, mesmo minha.

'stracci

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

cozy weekend

O objectivo é sair o mínimo de casa (ou não sair, de todo), ficar ao lume desde a hora de levantar à hora de deitar; beber muitos cafés, cházinhos e cappucinos; e ver séries e mais séries e mais séries...

Se, durante a semana, o dress code é business, durante o fim-de-semana, é i don't give a shit/pijama+pantufas+mantinha.

Quase me esquecia do quanto adoro o Inverno...!


'stracci

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

24 dias




Para o resto da minha vida. Ainda que não faça a mínima ideia daquilo em que esta vai consistir.





'stracci

domingo, 5 de fevereiro de 2012

mudar


Apetece-me mudar de rotina, de vida, de casa, de cidade, talvez até de país.

Sento-me à espera que passe?

'stracci

sábado, 4 de fevereiro de 2012

4.º aniversário

Passados quatro anos, mal ou bem, muito ou pouco, ainda aqui estamos!

'stracci

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

ver de cima

Habituei-me a ver o Colombo de cima. Habituei-me não porque quis, mas porque teve de ser. Se dependesse exclusivamente de mim, preferia continuar a vê-lo de dentro e a viver a azáfama do seu interior, em vez de ficar a observar, pela janela, os seus telhados e terraços, que até aqui me eram totalmente desconhecidos, e a imaginar mil e uma histórias para ocupar o tempo.

É que, embora sejam crenças comuns, ver de cima nem sempre é sinal de privilégio ou superioridade. Afinal, ver de cima nem sempre nos traz a melhor perspectiva e, no final de contas, é tudo uma questão de perspectiva.

'stracci

domingo, 29 de janeiro de 2012

da velhice antecipada

Ultimamente, dou por mim a pensar demasiadas vezes na velhice. Tenho dores frequentes nos joelhos e imagino-me a coxear, com as minhas muletas, daqui a umas dezenas de anos; tenho ataques de nervos e imagino-me a tomar comprimidos para dormir, que aos quarenta já nem farão efeito.

Chamam-me maluca, se digo que estou a ficar velha, mas a verdade é que cada vez mais me vou apercebendo de fraquezas que não conhecia e, se afirmar-me velha aos 21 anos é ridículo, ganhar consciência de certas limitações não é assim tanto. Afinal, quanto mais "a sério" é a vida à nossa frente, mais noção temos de ter daquilo que somos, para não sermos, constantemente, surpreendidos.

'stracci

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

um, dois e cinco, fáxavor! (ou uma nova versão do "tenhá bondade de mauxiliar")

No Verão passado, envolvi-me num projecto extremamente ambicioso no qual continuo, cheia de empenho, envolvida. Esse projecto é nada mais nada menos que juntar pretos. Sim, pretos, aquelas moedinhas pequenas, aparentemente pouco valiosas, que nos chegaram pela primeira vez às mãos há sensivelmente dez anos.

Como eu ia a dizer, continuo obstinadamente a coleccionar estas moedas, que guardo em frascos de café vazios, que demoram um tempão a encher. Embora ande nisto há já mais de seis meses, o total acumulado ronda, ainda, a ridícula quantia de 18 euros. Sim, foram seis meses tão árduos para nem chegar aos 20 euros.

Se tenho moedas de um, dois ou cinco cêntimos na carteira, ajo como se as não tivesse, depositando-as, posteriormente, no respectivo frasquinho; o meu pai recebe semanalmente um telefonema meu, em que me certifico que ele anda a guardar todas quantas lhe passam pela mão; a carteira da minha mãe é rapinada sempre que venho a casa; o hóme já sabe que eu tenho o direito quase constitucional sobre os pretos dele; e, infelizmente, com os meus irmãos não posso contar, porque eles também têm esta mesma espécie de hobbie.

Ora ontem, já eu estava deitada há um bom bocado, mas sem conseguir dormir, deu-me para pensar no raio dos pretos. Afinal, sabia que estava a juntá-los como única forma viável de poupança para mim (ainda que a conta gotas), mas não sabia bem qual viria a ser, eventualmente, a sua finalidade. Até então, as hipóteses que me passavam pela ideia eram sempre à base de viagens, caprichos pessoais, roupa e afins. Mas ontem, àquela hora, tive uma espécie de epifania sonâmbula e vi a luz, isto é, o objectivo último deste meu projecto.

Pois então, ocorreu-me que há uma coisa que quero muito ter, mas que é um bocado cara; ocorreu-me que, para ter essa tal coisa, fiz um investimento de vários milhares de euros; ocorreu-me (rufos), e ainda bem, que vou usar os meus ricos pretos, fruto do meu suor e capacidades de extorsão e pedincha, para pagar um papel. Sim, um papel. Trata-se de um papel que dá pelo nome de diploma de licenciada e que, há já uns meses, tenho o desejo de ter.

E foi assim que me veio à cabeça aquela última cena do Confessions of a Shopaholic, em que ela paga todas as suas dívidas em trocos. É isto que eu quero para a minha vida! Não as dívidas, claro, mas a parte dos frasquinhos e saquinhos de moedas a servirem de pagamento para o dito papel.

Sendo assim, está oficialmente aberto um peditório, dirigido a todos aqueles que repudiam estas moedas, que acham que só estorvam e, inclusive, se as recebem como troco no supermercado as atiram para o chão. Se querem fazê-lo, então que o façam ali no Pingo Doce da Grão Vasco, em Benfica, e me avisem com antecedência que vão passar por lá, para eu montar um acampamento à boca das caixas e iniciar a recolha.

Lá para o fim do ano, hei-de apresentar-me naquela maldita secretaria, com um trolley cheio de cascalho (os ditos pretos, para quem não sabe), e hei-de solicitar, orgulhosamente, a emissão do meu rico diploma. Para tal, não se esqueçam: Pingo Doce da Grão Vasco, com aviso prévio.

Estamos combinados? Liindos!

'stracci